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De novo senti aquela sensação de alegria e tristeza, a querer significar que "puxo" à minha mãe, quanto a ter por vezes saudades da partida ainda antes da chegada... Isto porque fomos, a Lígia, a Carlota, a Sofia e eu ao Porto. Foi uma oportunidade que resultou da obtenção de um prémio e não podia de forma alguma ser desaproveitada. Estivémos lá, portanto, de Sábado até Segunda-feira passada. E foi bom, apesar do mau tempo e da chuva praticamente incessante. Tivémos um verdadeiro "banho" de família de lá. Passámos praticamente todo o Sábado em casa do João, onde estava toda a gente: A Ofélia, a Marta, a Natércia, a minha Irmã, e os Pais da Ofélia e, claro, o João Henrique, a fazer recordar quase um daqueles jantares típicos de Natal, só que antecipados. Um juntar de pessoas e de sentimentos numa época que em eles são valorizados ainda mais que nunca. Foram horas que não esquecerei, como todas as que passo com aquele ramo da família, enquadrando no mesmo sentir o amor que tenho pelos meus filhos. Os de lá e os de cá, sem distinção. Cada um deles ocupa um lugar único e insubstituível no meu coração.
A noite terminou de forma um pouco anómala, com a Sofia a sentir falta de ar e a termos tido que levá-la ao hospital, onde lhe foi diagnosticada laringite e onde ficou, com a Lígia até às 4 e tal da manhã. Eu vim com a Carlota para o hotel, one ficámos em desassossego até à hora de elas chegarem. Para quem tinha acordado nesse dia às 4 da manhã, significou mais de 24 horas de vigília... Mas tudo ficou bem, ela recuperou perfeitamente e tem a medicação para ir tomando. Como mais tarde disse o João, a Sofia veio conhecer muitas e muitas coisas no Porto, incluindo o Hospital de S. João...
A chuva omnipresente trransformou o Domingo num recolhimento, com ninguém a cumprir os planos inicialmente previstos. A Marta foi buscar-nos, de novo para casa do João, onde estivémos um bom bocado até á hora de ela vir trazer a minha Irmã à camioneta de regresso a Vila Real, já que no dia seguinte era dia de trabalho, e pôr-nos no hotel, seguindo para casa. Tadita, fartou-se de conduzir e à chuva, de que ela não gosta nada!

No dia seguinte já foi possível sairmos os quatro, porque tinha parado de chover, e lá fomos até à "baixa", Santa catarina, Sá da Bandeira, Avenida da Liberdade, e regresso ao hotel, o que, para o tamanho das pernitas da Sofia, foi uma aventura! Tanto, que estava quase a adormecer no hotel, pelo que decidimos apanhar um táxi ate à Trindade para seguir no "metro" até ao Aeroporto (outra das experiências excitantes da Sofia: para além do "avião gaaande", andar de comboio!). O João juntou-se-nos na Trindade e ficámos um bom bocado à conversa, até que chegou a hora inevitável de regressar. Foi com o coração pequenino que me despedi, rumo ao Aeroporto, onde as miúdas nos deram um pouco cabo do juízo enquanto inventavam umas diabrurars para minimizar o tempo de espera. E, depois de um voo muito calmo, chegámos cerca de meia-noite, fui buscar o carro (que estava bem longe) e dirigimo-nos para casa, onde o sono tomou conta de todos bem depressa. Não sem que antes fizesse uma retropectiva de todo este fim de semana fantástico, que esperamos vir a repetir mais vezes e, até, com mais tempo de estadia.

Assim se encerrou mais uma pequena comemoração em conjunto, que tanta nostalgia desperta, logo após ter terminado. E o Porto com chuva ajuda a criar aquela atmosfera de, como que suspensão no tempo. Como se tudo o que se vê à volta tivesse lá estado desde sempre, imutável, na bruma dos dias, e vá lá continuar por toda a eternidade. Os velhos edifícios assim o evidenciam, parece-nos, com a traça de séculos a perdurar. Como que a recordar-nos que, em todas as nossas vidas em conjunto mais não somos que espectadores fugazes da história da cidade, que se eterniza na sua magnitude.
Pormenor curioso: a Lígia gostou do Porto com chuva!
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