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O ciclo da Vida PDF Print E-mail
Written by Mário Oliveira   
Wednesday, 01 July 2009 00:00
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O que sinto é, não um turbilhão de emoções mas sim  uma paz interior acompanhada de melancoliaJoao Henrique, e, claro, alegria. Por ver mais uma vez fechar-se o ciclo da Vida, no qual uns partem e outros chegam, neste vai-vem de corpos e espíritos que se interligam talvez num espaço que não alcançamos nunca, pelo menos em vida, mas que está ali, bem perto; não está ao nosso alcance mas nós estamos ao seu.

O quer tudo isto dizer? Que foi com emoção que registei a vinda a este Mundo do meu primeiro neto. E que foi com alegria que fui ao Porto, quase chegando a tempo de vê-lo nascer, por assim dizer. Acompanhado pela Carlota, desejosíssima de conhecer o sobrinho. Ela, uma tia com 7 anos... A tia Carlota.

E lá passámos uns dias, aproveitando obviamente para rever a restante família, e visitando diariamente o João, tendo porém o cuidado de causar a menor perturbação possível, já que, quer ele quer a Ofélia, estavam derreados com a experiência inicial da natividade! E o pequeno é bem barulhento!...

 Ficámos em casa da Filipa, em Miramar, e todos os dias empreendíamos a viagem de comboio, que tanto diverte a Carlota, e autocarro até lá. Regressávamos quase sempre bem tarde da noite, cantarolando da estação a caminho de casa, preparando-nos para mais uma noite tranquila naquelas redondezas. Os dias foram passando bem rápidos, e fomos tendo oportunidade de conhecer a enorme família da Ofélia, de visita ao recém-nascido. E inexoravelmente, como sempre, chegou o dia da partida, em que uma lágrima marcou a saudade da despedida. Das saudades já sentidas de todos ainda antes de nos afastarmos. Sabe Deus quando vou poder voltar, porque apesar da distância os tempos vão difíceis e isto de andar de avião não é exactamente o mesmo que, sempre que o coração nos pede, entrar no carro e rolar um pouco até chegar junto dos que queremos ver...

Mas o verdadeiramente importante é que uma nova etapa de Vida começou, pode dizer-se para todos nós porque uma nova vida se inicia e nos toca de perto. Bem vindo, João Henrique! Como sempre sinto em relação a todos os meus rebentos incluindo obviamente os da segunda geração, o desejo de que sejas feliz, e de que me restem os anos suficientes para testemunhar ao menos alguma dessa felicidade, ao longo de uma existência agora em "ponto zero" mas que Deus permita seja longa e venturosa!

 
Produções Mário Oliveira