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Regresso ao passado PDF Imprimir e-mail
Escrito por Mário Oliveira   
13-Jun-2008
Hoje tive uma experiência de, como que voltar à infância para reviver algo que julgava nunca mais ser possível. Recordei aqueles dias de pré-adolescência em S. Mamede de Infesta, onde vivia com os meus Pais e a minha Avó materna numa pequena rua, a Rua da Cidreira, cujo nome ainda recordo mas que já nem sei se existe. Quando fôr novamente ao "meu" Norte de Portugal continental e aos lugares onde passei a maior parte da minha vida, com a Família, tentarei regressar a esses pequenos locais aos quais o meu passado está ligado. Já combinámos fazê-lo para o próximo ano, levando o carro numa daquelas viagens que uma companhia das Canárias inicou recentemente, e ligação entre a Madeira e o Algarve. Já antecipo com entusiasmo o momento de revisitar lugres que deixei há muitos anos, se acaso os reconhecer ainda...

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A Cidade e a Serra PDF Imprimir e-mail
Escrito por Mário Oliveira   
05-Abr-2008

O título é um pouco intencional, já que me faz lembrar o da obra de Eça de Queirós, na qual o desenrolar da história retrata de certa forma a dicotomia entre as origens campesinas e o "estragar" de Jacinto pelo estilo de vida citadino com a convicção de que "o homem só é superiromente feliz quando é superiormente civilizado". Discordo em absoluto, penso até que muitas vezes a felicidade está a milhas de distância da civilização tal como muitos a entendem, da vida frenética dos grandes meios urbanos e da suposta "civilização" que eles proporcionam. Quando me desloco a cidades que, comparadas com as verdadeiramente grandes não passam de provincianos burgos, como Lisboa, sinto pena daquelas pobres criaturas que vivem dentro do betão com betão por horizonte, se deslocam debaixo do chão, trabalham presas em betão onde a luz do dia é lembrança longínqua, regressam a casa em correria, não vá alguém assaltá-la, se trancam nela até noite alta olhando a TV sem sequer se lembrar de que existem janelas (também, de muitas não mais se veria do que outras janelas em torres de betão contíguas), e que se deitam para terminar mais um dia de prisão citadina. O que não é de forma alguma qualidade de vida! Os mais imaginativos, ocasionalmente pensarão no campo lá longe, como "aquele lugar horrível onde há bichos" e onde tem que se levar a comida para o piquenique porque não há nenhum lugar decente onde mascar um hamburguer.

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É Páscoa PDF Imprimir e-mail
Escrito por Mário Oliveira   
20-Mar-2008

Esta é uma época que me impelia a escrever algo, mas dei por mim com aquilo que creio chamar-se o síndrome do escritor (embora de pouco valor, não deixo de ser um entre muitos), ou seja, a olhar o espaço vazio do processador de texto sem que na minha mente houvesse qualquer luz sobre o que escrever.

Não que essa hesitação tenha passado, mas o que estou a fazer é ir deixando os dedos correr sobre o teclado à medida que vou tendo ideias, nem sempre talvez muito conexas... E ocorre-me antes de mais o cariz religioso desta quadra, que é ao mesmo tempo de celebração de dor e de alegria. A morte de Jesus Cristo e a sua ressureição, com o que estes factos simbolizam em termos de esperança, que é uma das minhas chaves de vida.

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