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Se houvesse crise na burocracia...

A imortal... mas não, qual quê?! Essa velha serigaita resiste a todas as crises, sempre de pé e sem se alterar uma vírgula que seja! Não me refiro aqui fundamentalmente à crise mundial, os meus conhecimentos não dão para acrescentar nada a todos os triliões de frases feitas e por fazer que têm sido publicadas em toda a parte. Quero referir-me apenas à burocracia deste pequeno cantinho, que continua a reinar alegre como antes, sem uma beliscadura e que advém do estado geral da Nação apesar de todos os "choques tecnológicos", de todos os métodos "simplex" com que um certo palhaço nos quer tapar os olhos e tentar parecer o "iluminado" do século XXI. Isso pode ser definido simplesmente como "burrocracia", mas o grave é que este estado de coisas a nível nacional acaba por se reflectir em todos os processos e atitudes que nesta terra chamada Madeira são o relacionamento entre as entidades oficiais, de per si, e no que elas vertem sobre o cidadão, a economia local e o muito elogiado e em moda "empreendedorismo", ou "inovação", que têm apoio desejado mas que na prática esbarram com barreiras difíceis de superar... Mas vamos "pôr os nomes nas vacas".

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Written by Mário Oliveira   
Wednesday, 24 June 2009 18:40
 
José Manuel

Mais um que partiu. Deixando atrás de si a saudade e as recordações. Foi como um reviver do que há três meses sucedeu com a Mãe Elvira. Dia 15, pronto para viajar, deixei-o no aeroporto com a Maria Victoria e a Branca. Quando regressava a casa, a notícia surpresa. Paragem cardíaca no aeroporto, seguida de mais duas na ambulância. Depois, a incógnita do prognóstico grave e reservado, até que a 17 de manhã o coração fraquejou definitvamente. Não há lugar para grandes palavras porque o espírito dispensa grande prosa, apenas as que a nossa alma nos transmite no adeus a mais um dos nossos que transitou para aquele plano espiritual onde, cremos todos, não há tempo nem distância, embora fiquem fora do nosso alcance. De novo me ocorre um frase que acho bonita, e que diz que só morremos quando morre a última das pessoas que nos conheceram. Mas um dia encontrar-nos-emos. Entretanto, tinhas o ar de quem está em paz, e estamos certos de que ficas bem e em paz. Nessa dimensão da qual nada sabemos, mas que certamente te proporcionará entre outras coisas aquelas longas conversas de que tanto gostavas e com certeza vais poder ter, sem tempo, com almas gémeas que encontrarás. Fica bem, José Manuel, até um dia.

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Written by Mário Oliveira   
Friday, 22 May 2009 00:00
 
Mãe Elvira

Serei breve desta vez. Porque ao sê-lo espelho da melhor forma que sei o que neste momento ainda é sofrimento e saudade. A minha Mãe partiu deste Mundo. A 'avó Elvira' deixou atrás de si essa tristeza da partida e essa saudade, amenizada apenas pelo que sinto, e que é: ela está agora naquela dimensão etérea para onde os nossos espíritos vão depois dessa derradeira viagem, e está bem. Quando lhe dei pela última vez um beijo de despedida senti paz, serenidade. Que tudo estava tranquilo.

A sua fotografia vai ainda permanecer neste portal algum tempo, não porque queira prendê-la a uma existência terrena da qual já não faz parte, mas porque está, como estará sempre, bem viva nos corações de quantos a conheceram. E como alguém escreveu um dia, estaremos vivos enquanto formos recordados. Fica bem, Mãe, de onde estiveres e onde podes ver-nos, sabes bem que te amamos e nunca esqueceremos que te devemos esta existência presente. Fica com Deus, e até um dia.

 

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Written by Mário Oliveira   
Friday, 20 February 2009 00:00
 
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Produções Mário Oliveira